Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

5,4% das nossas crianças têm dislexia

Conclusão do primeiro estudo realizado em Portugal e coordenado pela UTAD


Ana Paula Vale, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) realizou o primeiro estudo a nível nacional sobre a prevalência da dislexia em crianças portuguesas. No âmbito de uma investigação financiada pela FCT, cujo objectivo é estudar o perfil comportamental e cognitivo da dislexia em crianças falantes de Português Europeu, foram avaliadas 1460 crianças dos 2.º, 3.º e 4.º anos de escolaridade dos Concelhos de Vila Real e de Braga. Este estudo é coordenado cientificamente por Ana Paula Vale, docente e investigadora do Departamento de Educação e Psicologia da UTAD.
 


Nele participaram 23 escolas e 81 turmas. Por se tratar do primeiro estudo realizado em Portugal com o objectivo de determinar a prevalência da dislexia, foram adoptados limites muito conservadores no delineamento dos critérios usados para classificar uma criança como tendo dislexia. As crianças foram testadas colectivamente nos testes de rastreio e individualmente nos testes de capacidade cognitiva e de consciência fonológica. Os resultados revelam uma taxa de 5,4 % de crianças com dislexia, valor que se enquadra nos intervalos de prevalência recentemente divulgados noutros países.
Este estudo foi realizado com crianças de todos os estatutos sociais, sendo que a maioria era oriunda de meios com estatuto sócio-cultural intermédio. Não foram, no entanto, recolhidas informações específicas suficientes para estabelecer as percentagens relativas de cada tipo de ambiente sócio-cultural. No entanto, se atendermos à distribuição da população activa por profissões e qualificações escolares em Portugal continental (Census de 2001), que mostra que os grupos sociais mais desfavorecidos representam 49% da população, a expectativa é a de que numa amostra socialmente representativa as taxas de prevalência das dificuldades severas de aprendizagem da leitura aumentassem. Isto porque os estratos sócio-culturais mais desfavorecidos, provavelmente por mediação de um desenvolvimento deficitário do vocabulário, estão associados a prevalências mais elevadas de défices na aprendizagem da leitura.


 
Sinto-me:
Publicado por vilarealonline às 17:54
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2 comentários:
De obrasileirinho a 21 de Janeiro de 2010 às 19:59
Pesquisas como esta, que ajudam a determinar uma média da incidência da dislexia em crianças auxiliam, direta ou indiretamente, na busca de soluções e na melhor compreensão do problema.


De joana teixeira a 5 de Dezembro de 2010 às 21:44
o que uma adulescente com dislexia deve fazer para ter apoio pedagogico na escola que frequenta???


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