A AAUTAD/Realfut enfrentou hoje o Alpendorada, na Nave dos Desportos. Não entrando em grandes detalhes sobre a partida, porque não é esse o destaque deste jogo, posso dizer que a equipa de Vila Real entrou desfalcada.
No último jogo frente ao Vila Verde, e fruto de uma arbitragem completamente negligente, a equipa ficou sem Cláudio, Berto e Paulo Duarte, e num grupo que já tinha poucos atletas, estas ausências foram obviamente determinantes para o resultado de hoje, 4-5, a favor do Alpendorada.
Quem vê apenas o resultado, fica com a ideia que terá sido um jogo muito disputado, mas se eu disser que a AAUTAD/Realfut esteve a perder por quatro bolas a zero, já vê que o jogo foi diferente.
A derrota teve, de facto, sabor a vitória, pelo menos para mim.
A AAUTAD/Realfut conquistou várias vitórias hoje.
A começar pelos júniores.
Já há mais de uma década que foi fundada a equipa de futsal da AAUTAD, mas só este ano é que criou uma equipa junior. Os resultados e a importância da formação fizeram-se ver esta tarde. Vénia longa e demorada para os responsáveis pelos juniores, que souberam descobrir talento, moldá-lo e ensiná-lo nas lides do futsal. Os juniores da AAUTAD/Realfut foram valentes, corajosos e mostraram excelentes qualidades no dia de hoje, em que foram atirados para um jogo de futsal de séniores, mas um jogo da primeira divisão nacional. E não se pense que foram para a partida apenas tapar buracos. Não, estes juniores fizeram bem mais do que isso. Perante um Alpendorada recheado de bons e experientes jogadores, os juniores da AAUTAD/Realfut jogaram e bem. Foram em frente, pressionaram sem medo e mostraram uma confiança incomum num jogo deste calibre. E jogaram em equipa com os séniores. Sem querer ferir quaisquer susceptibilidades, porque todos os juniores estiveram muito bem, destaco aqui o nome de André Valéria. Esquerdino, excelente controlo de bola, rápido, pressiona o adversário, rouba a bola e não tem medo do jogo corpo a corpo.
E de juniores, estamos conversados.
O segundo destaque vai para o capitão de equipa. Às vezes, aquela braçadeira quase se torna invisivel, seja em que equipa for, mas é nas ocasiões mais complicadas que um bom capitão se faz notar. E Helder Resende é mais do que digno da braçadeira que carrega.
Atleta que veste a camisola da AAUTAD há já longos anos, este ano tem estado limitado a nível físico. São muitos anos de futsal e muitos toques. Mas quando entra em campo, é inspirador para a sua equipa e para quem o vê. Impressionante a sua capacidade de jogar, fazer jogar e entusiasmar o público. Foi hoje eleito pela equipa da UFM como o melhor jogador em campo. Excelente exibição, excelente capacidade mental, nunca desiste nem deixa os colegas desistirem. A equipa não podia estar melhor servida.
O terceiro destaque vai para público. A Nave dos Desportos não tinham uma grande moldura humana, pelo contrário, era pouca a assistência para o jogo. No entanto, os que lá estavam fizeram-se ouvir. Gritaram, aplaudiram, pressionaram os árbitros e mostraram ser excelentes adeptos. Parabéns pelo apoio que deram à equipa.
Finalmente, por último, destaco a equipa técnica da AAUTAD/Realfut. António Camilo, dois jogos como treinador. Um ponto, um empate que os árbitros quiseram que fosse uma derrota e o reesultado de hoje que, não valendo pontos para a classificação, valeu outros pontos. Estes que destaquei até agora. A AAUTAD com poucos atletas e alguns sem experiência, está a jogar um bom futsal. António Camilo não ganhou pontos hoje,mas eu estou em crer que ganhou uma equipa.
Acredito que, apesar da derrota, a AAUTAD/Realfut saiu fortalecida deste encontro, e que vai enfrentar a Fundação com outro animo.
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